domingo, 22 de fevereiro de 2009

Farsa O BOM PATIFE esteve em Leça da Palmeira - XXII Encontro de Teatro 2008

Inserido no " XXII Encontros de Teatro" a decorrer entre os dias 11 de Outubro e 29 de Novembro de 2008, organizado pelo Grupo Paroquial de Teatro de Leça da Palmeira, a comédia em 1 acto " O Bom patife" levada à cena pelo Grupo de Teatro Amador Nova Comédia Bracarense, arrancou fortes plausos do público que ali se dirigiu para assistir ao espectáculo. Foi não só uma noite inesquecível para os espectadores mas também para o elenco que depois da actuação recebeu uma chuva de aplausos pela brilhante actuação realizada em palco.

Farsa O BOM PATIFE esteve em S. Mamede de Infesta 2008

O Grupo de Teatro Amador, Nova Comédia Bracarense, apresentou no dia 8 de Novembro de 2008, em S. Mamede de Infesta, a comédia O BOM PATIFE, da autoria do dramaturgo Jose Manuel Barros. Esta é a quinta representação levada à cena pelo grupo, uma itinerância que tem vindo a realizar-se por diversas regiões do Minho e Norte do País.

Farsa O BOM PATIFE esteve em Terras de Camilo - III Festival de Teatro Amador Terras de Camilo 2009

A Comédia " O Bom Patife" da autoria do dramaturgo José Manuel Barros foi levada à cena pela Nova Comédia Bracarense este sábado, dia 21 de Fevereiro, no Centro de Estudos Camilianos, Seide S. Miguel VNF, para participar no III Festival de Teatro Amador Terras de Camilo. O evento cultural é organizado pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e Grupo de Teatro Amador Camiliano " Grutaca". O festival decorre entre os dia 7 de Fevereiro e 17 de Maio de 2009, e conta com a participação de vários grupos de teatro, tais como, Greculeme, Teatro Raízes Lourocoop, Grupo de Teatro Fantoches Humanos, Clube de Teatro Duques e Cenas da EB 2,3 de Ribeirão, Associação cultural Tenda de Saias, e Grutaca.

sábado, 6 de dezembro de 2008

A Comédia O BOM PATIFE de José M. Barros esteve na Casa das Artes de Arcos de Valdevez 2008








A Nova Comédia Bracarense, uma Companhia de Teatro de Amadores, criada em 1990 e composta por um grupo infantil, juvenil e grupo em geral (sénior), esteve em palco, na Casa das Artes de Arcos de Valdevez, no passado dia 5 de Dezembro, com a peça " O Bom Patife". Uma estreia do autor, José Barros, no campo da dramaturgia.
A peça, estruturada num só acto, retrata a farsa levada a cabo por um Capitão que, fazendo-se passar por defunto, engana a sua própria família durante as suas exéquias.A acção desenrola-se na casa do famigerado Capitão, nos finais do séc. XIX, tempos de grandes mudanças e convulsões políticas e sociais. O caso, por mais insólito que possa parecer aos olhos do mundo, atinge proporções alarmantes quando duas mulheres desconhecidas chegam para prestar as devidas honras fúnebres ao homem que sempre amaram em vida. Novas revelações irão assombrar e abalar esta família do Douro, que sempre tivera em boa conta o seu chefe de família, homem muito honrado e prezado nas redondezas, devido ao prestígio que gozava junto da comunidade. Esta é a farsa que fotografava alguns instantâneos da época, expondo alguns dos seus vícios e virtudes mais peculiares do quadro representativo da sociedade dos finais do século XIX (o namoro à moda antiga, secreto e proibido, as desavenças familiares, tão comuns nos nossos dias, a infidelidade conjugal e as suas implicações no seio da família, a religiosidade do mundo provinciano).
Durante cerca de uma hora, um turbilhão de emoções e pensamentos que desfilaram sob o olhar atento e analítico espectador, que de vez em quando se foi manifestando com aplausos e grandes risadas. " O Bom Patife" teve a sua estreia no Centro recreativo e cultural de Palmeira (junho de 2007) e além de ter passado pelo Auditório do palco da Casa das Artes de Arcos de Valdevez, também passou pelo Auditório Municipal do Galécia em Maximinos - Braga (Outubro de 2007), pelo Festival de Teatro Nacional Amador - Tetro Club da Póvoa de Lanhoso (Fevereiro de 2008) pelo Festival de S. Mamede de Infesta (Novembro de 2008) e pelo XXI Encontro de Teatro - Leça da Palmeira (Novembro de 2008).
                                                                                                               Notícias dos Arcos, 11/12/2008

terça-feira, 13 de maio de 2008

Obras do autor




TEATRO

BETTY FORD, drama em 1 ato, Papiro Editora, 2006.
LENINEGRADO, drama em 5 atos, 2015 - Edições Vieira da Silva, 2015.
O VIOLADOR DO MISSISSIPPI e outras peças (Drama) 2019 - Edições Vieira da Silva, 2019.
AMÁLIA e outras peças (Comédia) - Edições Vieira da Silva, 2021. 
(DES)ENCONTRO, drama, Festival de Peças em UM MINUTO, 2013, texto selecionado no âmbito da cooperação Portugal /Brasil, Chapitô e Parlapatões.
OS RENEGADOS, drama em 4 quadros, 2014, 1º prémio do concurso INATEL I TEATRO - Novos textos 2014 - publicação Fundação Inatel.
O VIOLADOR, drama em 1 ato - Caderno de Dramaturgia BRAGACULT CTB, 2014. 

FICÇÃO

O MISTÉRIO DA ILHA PERDIDA, romance, 2007 - Edições Calígrafo, 2007.
A MALDIÇÃO DE SANTIA, romance, 2010 - Edições Calígrafo, 2010. 
O REINO, novela - Edições Calígrafo, 2020. 

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Extrato da obra BETTY FORD de José Manuel Barros



ACTO I
Betty Ford Clinic (E.U.A.). Ala de dormitório. 22 de Abril de 1961. Sábado. 9 A.M.
CENA I
Abre a cortina. Palco às escuras. Ouve-se um ressonar crescente. Luz fraca. Amanhecer. Cenário de fundo: cinco portas. À direita, uma mesa redonda e um sofá. Uma freira reza fervorosamente com um crucifixo agarrado nas mãos. Vestida a rigor, traz um lenço preso à cabeça.
CENA II
(Entra um enfermeiro e toca uma sineta)
TOM - Wake up! Wake up! Wake up! It's morning! (para Rosemary) Bom dia, irmã Rose.
ROSEMARY - Buenos días, señor Tom.
TOM - (espreitando pela janela) Oh! It´s a beautiful day!
(de seguida, bate sucessivamente nas portas nº 9, 10, 11, 12 e 13)
TOM - Dormiu bem?
ROSEMARY - Si. Gracias, señor Tom.
TOM - Pois muito bem. Eu já não poderei dizer o mesmo.
ROSEMARY - Entonces? Que aconteceu?
TOM - Insónia, irmã Rose! Insónia ...
ROSEMARY - Es un problema...
TOM - E que problema! Com o avançar da idade, parece que dormimos cada vez menos...
ROSEMARY - Si, es verdad...
Ouve-se um ranger de fechadura. O enfermeiro olha de novo na direcção do ruído. Pela porta nº 13 saem duas jovens em roupões coloridos.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Extrato da obra O MISTÉRIO DA ILHA PERDIDA de José Manuel Barros


"- Quando cheguei perto do local, havia embarcações de várias nações, de diversos tamanhos e formas, umas mais antigas do que outras, pois apresentavam sinais de desgaste e destruição provocados pelas correntes das águas. Além disso já se cobriam de corais e de toda a variedade de vegetação que abunda no fundo dos oceanos. Havia algumas que chamavam atenção pelas insíngnias que ostentavam gravadas na popa e nas suas velas. Traziam uma grande cruz vermelha desenhada nos panos e, pelo seu aspecto geral, eu diria que não estariam ali há muito tempo. E eu via surgir, por vezes, nos arcos gigantescos dos cascos arrombados, sombras que se moviam como espíritos. Não me detive muito tempo nessa contemplação e afastei-me. Porém quando estava prestes a fazê-lo, deparei em frente com uma embarcação de grande porte, encalhada num monte de rochas. No cimo da proa, erguia-se a imagem de uma divindade feminina e por baixo, gravado na própria madeira, um dístico com letras bem salientes, a vermelho. Dizia... SANTA MARIA.

- É ela! É ela! É a nau Santa Maria! - bradou Santiago, numa ânsia desesperada. - Diz-me, diz-me tudo! Oh diz-me tudo... o que foi que viste?"